Eu vivia viajando em voltar no tempo e impedir uma grande tragédia. Ficava pensando em algum fato com impacto suficiente pra mudar o nosso presente. Agora essa ideia de salvar o mundo, ou uma parte dele, tá meio de lado.
O que eu queria mesmo era voltar ao ano 2000 com as músicas do Is this it na cabeça, montar uma banda e dizer que são minhas. Pilantragem, né?
Pra compensar meu maucaratismo eu faria uma ligação anônima para a gerência do Word Trade Center. No dia 11 de setembro de 2001 avisaria que tem bombas espalhadas no conjunto inteiro. Ia salvar as pessoas nos prédios. Por que eu não diria a verdade? Porque ia estragar o show dos aviões, aquilo foi fishtaile demais!
No ano que nasci devia haver alguns bilhões a menos. Hoje, exatamente hoje, a ONU calcula que chegamos a 7 bilhões de pessoas. Lembro bem quando foram anunciados os 6 bilhões, eu andava com ideias muito nazistas de exterminar pessoas para haver mais espaço e natureza no mundo. Não durou muito. Comecei a ler sobre demografia e controle populacional e concluí que a humanidade vai encontrar seu freio. Não é preciso um vilão para isso.
Se o homem não encontrar seu freio populacional é a natureza que lhe freia. Antes que isso aconteça muita gente tem tomado suas próprias atitudes para diminuir o baby boom em que estamos desde os anos 50.
Eu nasci num baby boom do Brasil. Devo ser a pessoa número 4 bilhões e pouquinho.
Nos anos 50 o frevo era praticamente o ritmo oficial do carnaval do Nordeste. Havia bandas de frevo de Fortaleza a Salvador. O frevo é um ritmo brasileiro e, como tal, tomava todos os espaços em que cabia. O frevo é quente, empolgante, popular e ao mesmo tempo, musicalmente sofisticado. Isso continuou nas décadas seguintes, mas nos anos 70 houve um movimento de resistência dos "donos do frevo".
Acontece que na Bahia, dois baianos sem compromisso e o endiabrado Armandinho começaram a tocar frevo com guitarra. O trio elétrico de Dodô e Osmar era chamado assim não pelos Watts consumidos, mas pelo "frevo eletrizante" que tocava. Notas amplificadas pela natureza do instrumento, pelos alto-falantes de corneta.
Os baianos ficaram bons nisso. Começaram a existir clássicos do frevo elétrico, bem diferentes do frevo pernambucano. Confere aqui:
A guitarra deixou o frevo mais acelerado, mais vibrante e mais simples em arranjos. Apesar de exigir mais virtuosismo do guitarrista. Não é à toa que Armandinho, Pepeu e Robertinho do Recife são apontados, até hoje, entre os maiores guitarristas do Brasil.
Junto estava Moraes Moreira, um cara que tem uma habilidade de fazer melodias lindas e simples (Acabou chorare, Lá vem o Brasil) e que compôs muitos frevos com sotaque baiano. Composição de Moraes:
Caetano Veloso também fez muitos frevos e entre eles o clássico Chuva Suor e Cerveja.
O carnaval da Bahia tinha muito frevo e o axé do afoxé. Tinha samba e carnaval de salão. Enquanto isso, em Pernambuco, os bailinhos tocavam cada vez mais frevo baiano. Eram empolgantes, envolventes e diferentes, por que não?
"Não é assim que se faz" "Isso foge da tradição", "Frevo mesmo se faz com metais" "Porque o frevo é pernambucano"
Os pernambucanos usaram vários argumentos históricos para provar que o frevo nasceu lá. Nasceu mesmo, tem um pouco dessa história aqui. Mas o frevo já tinha tomado o Brasil, tinha Elba Ramalho, paraibana, como uma de suas melhores intérpretes, Gal cantava, Amelinha, Sivuca, o MPB4 cantou frevo no festival de 67. Precisava mesmo dizer "a bola é minha"?
Criou um climão constrangedor. Os baianos ficaram sem graça de fazer frevo. O ritmo se fortaleceu em Pernambuco mas perdeu força em outros estados. Com sentimentos tão possessivos em relação ao frevo ninguém mais quis discutir.
Armandinho ainda fez um bom disco instrumental de frevo, mas era coisa pra músico ouvir e admirar o performista. O frevo minguou na Bahia, mas baiano é carnaval, não ia ficar muito tempo na fossa.
Volta por cima
Não sei se dá pra chamar de volta por cima, mas foi uma saída. Apareceu Luiz Caldas dançando um tal de fricote. Depois o Chiclete com Banana com uma levada parecida, a banda Reflexus da África buscando a consciência das raizes africanas da baianidade Nagô (parece que isso é balela, entre as etinias africanas na Bahia não tem a Nagô). Aí veio o Olodum e a Timbalada...
De forma simplificada pode-se dizer que o axé-music foi uma reação cultural à negação do frevo como um direito baiano. Pois é, a culpa é de Pernambuco.
Ficamos sem frevos baianos. No carnaval do Recife faz 30 anos que as bandinhas tocam "Morena tropicana", não há renovação do repertório. Valoriza-se tanto a tradição do frevo que o ritmo corre o risco de ser apenas um retrato do passado. Como diz Paulinho da Viola, meu tempo é hoje. Tudo bem falar dos saudosos carnavais, mas onde estão os frevos novos, as composições, as inovações?
Podaram os baianos de um jeito que Pernambuco não tem pra onde inovar. Vale lembrar que no ano de 67 houve a caretíssima passeata contra a guitarra da qual participaram muitos artistas modernos da época. Todos nós estamos sujeitos à caretice.
Mas ouvindo bem, acho que ainda sobrou alguma coisa de frevo no coração do baiano. Ou alguém vai me dizer que isso não é um frevo de bloco?
Eu tenho uma proposta bem simples. Um questionário pode mostrar quais as suas posturas políticas. Com o resultado do teste o indivíduo seria direcionado para determinado partido. Com isso não serão as panelinhas de amizade que definirão com quem você anda, mas o conceito que você tem de Estado, sociedade, justiça...
Se você quer servir ao país possivelmente se aproxima de um desses conjuntos de ideologias e conceitos. Se houver novas idéias, diferentes o suficiente para serem consideradas um novo partido é somente apresentar a descição ideológica por escrito.
Os partidos podem ser, da esquerda para a direita:
Partido Comunista: Acredita que o Estado deve ser o único detentor dos meios de produção. Terra, indústria, lojas de distribuição... Atualmente não existe no Brasil.
Partido Trabalhista: Defende os direitos do operariado, assimila alguns conceitos comunistas mas sem defender o comunismo. Entende o Estado como regulador e incentivador da iniciativa privada, mas também o provedor de direitos. (Pode alternar posição com o ecologista)
Partido Ecologista: Meio ambiente, justiça social, racionalizar recursos, igualdade entre os sexos e direitos sobre o próprio corpo são conceitos comuns a esse grupo. (Pode alternar posição com o trabalhista)
Partido Liberal: O Estado deve ser pequeno, um regulador e incentivador do desenvolvimento. O governo deve ser forte apenas na garantia dos direitos individuais. Assim cada um pode buscar suas condições de crescimento.
Partido Cristão: Os costumes cristãos devem ser seguidos pelos gestores públicos assim como na comunidade da igreja.
Partido Tradicionalista: A pátria, a família e a propriedade devem ser respeitadas acima de tudo.
Vamos a um exemplo de questionário, esse voltado para o tema homossexualidade:
Homossexualidade é um desvio da conduta e pode ser revertido com oração e devoção a Deus. ( ) SIM ( )NÃO Homossexualidade é um desvio de conduta que pode ser revertido com tratamento médico e psicológico. ( ) SIM ( )NÃO Não tenho nada contra homossexuais desde que não mexam comigo. ( ) SIM ( )NÃO Os homossexuais tem direitos, desde que respeitem os lugares públicos. ( ) SIM ( )NÃO Homossexuais têm direitos iguais a heterossexuais. ( ) SIM ( )NÃO
A saga espacial de George Lucas me pegou quando vi aprimeira imagem. Sim, isso entrega minha idade, mas eu vi o trailer na TV. Não sei explicar o que vi, nem lembro das imagens, mas senti uma magia no ar. Anos mais tarde vi o filme na TV. Fiquei decepcionado quando vi começar o episódio IV. "Que droga, ainda nem vi o primeiro". Mesmo sem saber que Lucas planejou contar a história em partes não cronológicas entendi que tinha visto um começo. Foi o começo da minha paixão pela história dos Skywalker.
Com a patroa de vez em quando eu citava uma passagem de Star Wars e percebia que ela não entendia. Aí disse para ela ver o filme. Ela até viu o Episódio 1. Mas dormiu, deu pause... perdeu o timing e não viu muita graça.
Vi que era preciso ver os filmes na ordem que foram produzidos. Quase 1 ano depois eu peguei o primeiro filme, que é o quarto. Se você leu até aqui não preciso explicar porque o primeiro é o quarto. Ela gostou mais, mas não a motivou a ver todos.
Três anos depois, com muita insistência, nas suas férias, ela aceitou ver O Império contra-ataca. O segundo filme que é o quinto. Ela riu com C3PO, persebi sua suspensão nas cenas tensas e o melhor, se encantou com as lições sobre a Força.
Depois disso quis ver "A ameaça fantasma" e "O ataque dos clones" em sequencia. Só não viu porque recomendei segurar a vontade, pra não cansar. Agora acredito no felizes para sempre.
A essa altura do debate ambiental considerar a energia nuclear uma saída para o aquecimento global é uma prova de que os governantes e gestores não entenderam ainda o que é meio ambiente. Essas pessoas pensam mesmo que o aquecimento do planeta é o único problema ambiental que temos a vencer?
A COP16 começou ontem sem grandes expectativas, mas boas possibilidades. Já que o embate político deve ser bem mais discreto e suave que na COP15, em Copenhague. Os grandes líderes não vão. Dilma estará ocupada tentando proteger do PMDB os ministérios que ainda restam para o PT. Sem grandes chefes e seus egos, os articuladores e técnicos poderão discutir diretamente e propor soluções que serão levadas aos seus países.
O desconhecimento da interligação ecológica vai continuar trazendo obras de forte impacto ambiental e de grande gasto energético. O debate precisa focar em otimizar energia e satisfazer as necessidades de qualidade de vida da população mundial. Para isso precisamos pensar em indicadores regionais de satisfação. Se a qualidade de vida continuar a ser medida pelo consumo não teremos saída para o aquecimento.
Na COP15 o Brasil levou uma proposta ousada de redução dos gases do efeito estufa. Disse que reduziria até 39% a emissão de gases até 2020. Bonito né? Mas como vai fazer?
Agora, sem arrogância de políticos, sem o clima de "quem dá mais", podemos falar de metas reais e de como alcança-las.
Identidade Segundo eles mesmos "a MEGA 95 FM é a mais jovem emissora de Cuiabá, e chegou com uma postura diferenciada, apostando numa programação popular para atingir o maior e melhor público ouvinte".
O estilo "popular" é o predominante nas rádios de Mato Grosso. É esse estilo que a Mega FM segue com todas as ferramentas que as rádios populares oferecem.
Na denominação "popular" está implicita uma futilidade comum a essas rádios. A seleção musical toca exatamente o que as outras rádios também tocam, sertanejo pop e romântico na maior parte do tempo.
Muitas vinhetas diferentes marcam o nome da rádio.
Dinâmica A programação tem locutores bem falantes, no estilo FM tagarela. Mesmo as vozes mais graves são usadas em tons mais altos para dar a sensação de empolgação. Esse é um recurso e uma linha de alto extímulo auditivo, justamente por isso é fácil cansar dessa conversa acelerada.
Há promoções em lojas patrocinadoras, sorteios e prêmios. Durante a manhã e a tarde de audição havia uma repórter na Fernando Correa e um no Centro de Cuiabá. A distribuição de links pela cidade dá muita vida à programação, mas fica vazio se somente vender produtos.
Os programas têm propostas diferentes, mas na prática soam bem parecidos.
Recursos Sorteios e interação fazem parte da programação. Os eventos promovidos pela rádio dipõem ingressos e convites. Há uma enquete em que o ouvinte escolhe a melhor música entre duas. Todos os votantes concorrem a sorteios.
Humor Spots de humor marcam a programação. A cada hora tem um spot com "As aventuras de Zezinho Gazolina", uma espécie de Nerso da Capitinga. Não é muito original por ser o típico caipira de humor e muitas piadas são bem gastas.
Diferencial A rádio não tem. É sertaneja na maior parte do tempo, mas sem vínculo com a música ou com a cultura rural. É pop mas só toca o sucesso mais óbvio, a música de novela. Diferente da Centro América FM, que busca um segmento do público que se pensa culto, a Mega quer competir com quem já tem um público grande. É concorrente direta da Gazeta FM.
Site Permite ouvir online, tem fotos dos artistas que mais tocam e o Top 10 bem visível. Permite pedir música, tem telefone, torpedos enviados, equipe de locutores com fotos... O site parece muito bom, não pude avaliar a resposta às mensagens enviadas, mas espero completar essa informação no espaço de comentários do blog.
Pecados Como a maioria das rádio, não se preocupa em dar oportunidade a artistas novos a não ser que já sejam sucesso. Prestigiar artistas locais também não é uma preocupação.